Em 15 anos analisando estudos de impacto ambiental, vi os mesmos erros se repetirem centenas de vezes. A boa notícia: todos são evitáveis.
1. Diagnóstico ambiental genérico
O erro mais comum. Copiar trechos de outros EIAs sem adaptar à realidade local. O órgão ambiental percebe imediatamente — e reprova.
2. Área de influência mal delimitada
Subestimar a área de influência direta e indireta é um erro grave. Use dados reais de dispersão, não estimativas conservadoras demais ou otimistas demais.
3. Ausência de alternativas locacionais
O estudo precisa apresentar pelo menos 3 alternativas de localização, com justificativa técnica para a escolhida. “Não há alternativa” nunca é aceito.
4. Programa de monitoramento vago
Indicadores genéricos como “monitorar a qualidade da água” não servem. Especifique: quais parâmetros, qual frequência, quais pontos de coleta, qual laboratório.
5. Consulta pública mal conduzida
A audiência pública não é formalidade. Documente tudo: ata, lista de presença, perguntas feitas, respostas dadas. Falhas aqui anulam todo o processo.
6. Equipe técnica desqualificada
Todos os profissionais precisam ter ART/CREA ativo e experiência comprovável na área do estudo. Não economize neste ponto.
7. Ignorância de passivos anteriores
Se o terreno tem histórico de contaminação ou uso anterior, isso precisa estar no estudo. Omitir é fraude.
Dica final: submeta uma versão preliminar para consulta prévia antes do protocolo definitivo. Muitos órgãos oferecem essa possibilidade e economiza meses.