“Eu não sou bom o suficiente pra cobrar isso.” “Alguém vai descobrir que eu não sei tudo.” “Melhor eu aceitar esse salário baixo porque pelo menos é seguro.”
Se você se identificou com alguma dessas frases, você não está sozinho. Em 12 anos trabalhando com profissionais ambientais, a síndrome do impostor é o padrão mais frequente que encontro.
Por que é tão comum no setor ambiental
A legislação muda constantemente. As normas são complexas. O campo é multidisciplinar. Ninguém domina tudo — e a sensação de “não saber o suficiente” é permanente. Mas confundir “não saber tudo” com “não ser competente” é o erro fundamental.
O impacto na carreira
Profissionais com síndrome do impostor: cobram menos, recusam oportunidades, não se posicionam em reuniões, aceitam condições injustas. O resultado: profissionais medianos avançam enquanto os competentes ficam parados.
3 ações práticas
1. Registro de conquistas: mantenha um documento com tudo que você fez bem. Licenças obtidas, projetos entregues, problemas resolvidos. Leia quando a dúvida aparecer.
2. Precço baseado em valor: pare de calcular por hora. Calcule pelo problema que você resolve. Uma licença que evita multa de R$ 500 mil vale muito mais que R$ 3 mil de honorário.
3. Mentoria: encontre alguém 5-10 anos à frente de você na carreira. Ver o caminho de outra pessoa normaliza as dúvidas.